Mártir

Quem pensa que negro é ou foi cativo, engana-se redondamente. Francisco ou como será eternamente conhecido e reverenciado, Zumbi, o Rei de Palmares, é um grande exemplo disso. Esse homem apesar de ter nascido livre, foi capturado quando tinha cerca de sete anos, entregue a um padre católico, recebeu o batismo passou a ser chamado de Francisco. Porém, aos 15, voltou a viver num quilombo, começando assim sua lendária história de vida.

Filho de Alagoas, ele nasceu no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial, chegando a ser líder aos 25 anos e idade do Quilombo dos Palmares, uma comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas de engenhos de açúcar.

 O Quilombo

A Serra da Barriga que atualmente faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas) foi à região que abrigou o quilombo, e chegou a possuir uma população de aproximadamente trinta mil habitantes e foi o mais organizado e resistente do Brasil. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver. Palmares surgiu a partir da reunião de negros fugidos da escravidão, em torno do ano de 1600. Ali, devido às condições de difícil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas, entre negros índios e até brancos pobres.

A República de Palmares resistiu bravamente até que um dos mais violentos ataques holandês vitimou 100 pessoas e aprisionou 31, de um total de 6 mil que viviam no quilombo.

Foram inúmeras as tentativas frustradas de destruir o quilombo ao longo dos quase 100 anos de resistência dos palmarinos. Mas o improvável aconteceu, num grande ataque organizado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, Macacos, a capital de palmares é tomada e totalmente destruída. Mesmo ferido Zumbi consegue fugir, e vive cerca de um ano na floresta onde saqueava algumas fazendas na tentativa de sobreviver.
Tempos depois ele é localizado pelas tropas portuguesas, depois de ser traído por um antigo companheiro, Antonio Soares, Zumbi é localizado e perseguido, mesmo baleado foge e acaba caindo em um desfiladeiro que deu origem à história de que teria se suicidado para evitar a prisão. Na tentativa de acabar com a lenda da imortalidade do líder, após ser preso é esquartejado, sua cabeça é levada a Olinda para ser exposta publicamente.

O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o Brasil como o Dia da Consciência Negra. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, Zumbi é considerado um dos grandes líderes da história brasileira, ele lutou pela liberdade, liberdade de culto, religião e prática da cultura africana no Brasil.

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