O Sol brilha ao 2 de Julho

     Hoje é um dia de grande alegria, 2 de julho, independência baiana. Alegria e tristeza são sentimentos que andam juntos quando comemoramos essa data. Isso por que percebo que parte desse momento histórico está se perdendo com o tempo, e ganhando um caráter folclórico, onde para a maioria da nova geração essa data é apenas representada pelo Cabloco e pela Cabloca, elementos que representam o povo baiano, que participou ativamente do processo de emancipação Bahia.

Infelizmente a nossa história não é contada da melhor forma, não há uma eficácia no ensino principalmente nas instituições públicas, mas, as instituições particulares também não se empenham em trabalhar de forma mais profunda esse tema, e por isso, muitos baianos desconhecem os seus heróis. A Independência Baiana contou não apenas com a força do General Labattut, de Maria Quitéria que em pleno século XIV, se vestiu de homem para participar dos combates, e da freira Joana Angélica.

2 de Julho na Bahia
Mas, uma nova personagem vêm ganhando destaque, Maria Felipa foi uma escrava liberta que vivia em Gameleira na ilha de Itaparica. Ao contrário do que acreditam Felipa mostrou mais uma vez, com suas ações, que os negros escravos nada tinham de passivos. Seus gestos de luta foram clamufados, estrategista nata a escrava alforriada, apesar de não estar na linha de frente dos embates, por inúmeras vezes, saia às noites para sondar os movimentos governistas em Salvador.

O desconhecimento da história dessa mulher, marca a injustiça entre as heroínas que participaram desse movimento. Mulher de fibra, chamava atenção não só por sua beleza, mas também por sua coragem, além disso, sabia ler e era culta. “Se não fosse negra e pobre Felipa teria uma estátua em sua homenagem”, assim desabafou Eny Kleyde, pesquisadora que descobriu a história da heroína em seu livro.

O maior feito de Felipa aconteceu na Barca Constituição. Ela liderou um grupo de mulheres que seduziu e atraíram cerca de 60 navegadores portugueses para um local inóspito, os embebedaram, e depois induziram os marinheiros para que tirassem a casaca, o incrível, elas surpreenderam eles com uma surra de cassação, bêbados não puderam de defender. Tal feito impediu que essa embarcação participasse de mais uma invasão à Salvador.

À época muitos acreditavam que as mulheres não participavam dos movimentos, ao contrário, muitas, vendiam nas ruas (as ganhadeiras), para com o dinheiro comprar e alimentos para os maridos, percebemos então que, a participação feminina nesse movimento foi intensa. De forma indireta ou na linha de frente, as mulheres, hoje representada pela Cabloca, também deram sua contribuição para a independência baiana.

 

Hino da Independência da Bahia

 

Nasce o sol a 2 de julho

Brilha mais que no primeiro

É sinal que neste dia

Até o sol é brasileiro

Nunca mais o despotismo

Regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações

Salve, oh! Rei da Campinas

De Cabrito e Pirajá

Nossa pátria hoje livre

Dos tiranos não será

Nunca mais o despotismo

Regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações

Cresce, oh!

Filho de minha alma

Para a pátria defender

O Brasil já tem jurado

Independência ou morrer

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